6 de setembro de 2011

Ambíguo

que me perdoe o amor
mas meus versos de hoje
eu dedico
ao desejo

desejo meu
o patife encarceirado
na sedução do teu sorriso
faz meu choro, fere o guizo
raro como um ombro amigo
e tão presente
como a solidão

alguns o têm como prioridade
outros, pela metade
eu o tenho com nome
e sobrenome
o sentimento fica na imaginação

desejo é o que eu grito
amor, o que eu calo
porque ele não me pode ouvir:
deve estar ocupado
fazendo as mil coisas que o tornam
meu divino revestido de pecado
ou simplesmente foi dormir
(aposto)
com alguém do lado

paro e penso o que já sei de cor:
se, na verdade, ele estiver só
é de mim que tenho dó
sei que todas as mulheres quererão
ser chamadas Solidão

que me perdoe o desejo
mas meus versos de sempre
eu dedico
ao amor

*****
dedicado a ambos - desejo e amor - que se misturam

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