29 de novembro de 2011

Inseguro

tremo e calo
se ladro, não mordo
se mordo, reparo
ser mutante
não é raro

choro porque tenho medo
mas isso é segredo

o tempo
(e todos os fantasmas que partiram meu coração)
me fizeram anérgica e intensa
passiva e apaixonada
lírica e calada
amante e nunca amada
e agora não sei lidar

sua ausência
seu silêncio
a distância
o que mais virá?

seu sorriso
seu olhar
a lembrança
será pra ficar?

protegi com muros meu peito
pra não cair nesse papo de novo
você chegou
e pintou meu céu
de cinza a azul
e a cinza de novo

e meu coração
inseguro chora
por não entender
onde o mesmo erro de sempre
mora

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