29 de julho de 2011

Ciclo

de novo
procurando a paz
perdi a calma:
o líquido que escoou
pela garganta
não foi capaz de entorpecer
a alma

de novo
outra lágrima
encontrou a mesma palma

até você chegar
acompanhado
de quem não sai do seu lado:
a perfeição.

é, garoto
com seu farol ligeiro
mirou todos primeiro
até olhar
na minha direção

para mim:
calafrio, dispneia,
palpitação exagerada
para você:
nada

virou as costas e caminhou
até o fim da estrada

pedi às borboletas no meu peito:
"vão embora, por favor"
ofendidas, obedeceram
deixando um vácuo
chamado dor

e ali brotou um sentimento bobo:
tudo de novo.

****

dedicado a alguém que não me conhece, mas que eu finjo conhecer

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